Biografia
Planeta Terra: puxa a cordinha que eu quero descer
Começou essa semana a VerCiência - Mostra Internacional de Ciência na TV, que tem o objetivo de disseminar a cultura científica pela televisão, internet, mobile ou qualquer meio tecnológico que possibilite a visualização de vídeos.
Um documentário em específico, que faz parte desta Mostra, me chamou a atenção. “Quantas pessoas cabem na Terra?” é uma produção da BBC com o naturalista britânico, David Attenborough.
No filme, vemos estudiosos do mundo todo darem seus depoimentos sobre como sobreviveremos a nós mesmo nos próximos anos. Até 2050, o planeta terá 9 bilhões de pessoas, aproximadamente 3 bilhões a mais do que temos hoje.
Para que exista vida na Terra, como conhecemos hoje, é preciso três recursos básicos: alimento, água e energia. Sendo que estas premissas estão interligadas. A primeira depende das outras duas para existir. A segunda é mal utilizada e distribuída. Enquanto a terceira, ameaçada de extinção.
No filme, fica claro que a resposta para a pergunta do título está ligada a forma como nós, espécie humana, nos relacionamos com o ambiente.
“Compreender o mundo natural é crucial para todos nós. Afinal, dependemos dele para nos alimentarmos, para respirarmos e para conservarmos a nossa própria sanidade, como diriam alguns”, diz Sir David.
Eles identificam que três variáveis precisam ser controladas. (1) É preciso parar de consumir tantos recursos. (2) A tecnologia precisa avançar e ser difundida. (3) E é absolutamente necessário reduzir o crescimento da população.
Não sei o que vocês acham, mas para mim, toda essa discussão passa pela educação. E não estou falando da escola tradicional, mas daquelas áreas transversais aos currículos escolares, como a educação para a cidadania, a saúde e o ambiente.
O certo é que o desenvolvimento educacional dos países em desenvolvimento é extremamente necessário, pois forçará os países desenvolvidos a terem que lidar apenas com os próprios recursos.
E essa questão também pode ser pensada em um nível micro, naquela rotina nossa de cada dia. A cada vez que nos recusamos a consumir alguma coisa que realmente não nos é necessária, fazemos uma diferença enorme em uma escala global e com consequências futuras. E, nesse caso, as consequências são positivas.
E ainda vou além, também acredito que aqueles que não estão certos se devem ter filhos, não os devem ter, muito menos por pressão da sociedade. Alguns vão dizer que o problema está na parcela pobre da sociedade, que não usa contraceptivo, mas acredito na mesma lógica aplicada ao consumismo.
Eu acredito que toda grande decisão, passa por inúmeras pequenas. E é neste âmbito que fazemos a diferença.
Agora, é hora de assistir ao documentário “Quantas pessoas cabem na Terra?”
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